A imagem é uma colagem vertical com três retratos de jovens estagiários sorrindo, dispostos lado a lado. Da esquerda para a direita, vemos: um jovem de cabelo cacheado e óculos, com uma blusa listrada de azul e branco, olhando para o lado; uma jovem de cabelo cacheado e óculos, com um blazer preto sobre blusa preta e calça jeans, sorrindo de frente; e uma jovem de cabelo preto longo e liso, com óculos e fone de ouvido de call center, usando uma blusa branca com bolinhas marrons, também sorrindo. Na parte inferior da colagem, o texto "DIA DO ESTAGIÁRIO" está escrito em letras maiúsculas brancas com contorno azul.

A imagem é uma colagem vertical com três retratos de jovens estagiários sorrindo, dispostos lado a lado. Da esquerda para a direita, vemos: um jovem de cabelo cacheado e óculos, com uma blusa listrada de azul e branco, olhando para o lado; uma jovem de cabelo cacheado e óculos, com um blazer preto sobre blusa preta e calça jeans, sorrindo de frente; e uma jovem de cabelo preto longo e liso, com óculos e fone de ouvido de call center, usando uma blusa branca com bolinhas marrons, também sorrindo. Na parte inferior da colagem, o texto "DIA DO ESTAGIÁRIO" está escrito em letras maiúsculas brancas com contorno azul.Em 18 de agosto é comemorado o Dia do Estagiário, uma das principais formas de ingresso de jovens no mercado de trabalho.  Ao contribuir para a qualificação, a formação e o desenvolvimento dos estudantes, o estágio é uma importante ferramenta de preparação para o mundo do trabalho, ampliando oportunidades e novas perspectivas para o futuro profissional.

A data também comemora a publicação da Lei nº 11.788/08, que passou a regular a contratação de estagiários em todo o Brasil, trazendo novas regras, como o pagamento da bolsa-auxílio e do auxílio-transporte, com a definição de carga horária máxima de seis horas por dia e de 30 horas semanais. Apesar de não ser um contrato regido pela CLT, também possibilita o recesso remunerado e a contratação por meio de agentes de integração.

A lei que completa 18 anos também responsabiliza as instituições de ensino para o acompanhamento da realização de todos os programas de estágio, sejam eles obrigatórios ou não. O principal objetivo dessa modalidade de contratação é que os estudantes iniciem a carreira profissional de forma segura e eficiente, aplicando na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula.

Quem são os estagiários do TRT-GO?

De acordo com dados da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGPe) do tribunal, 142 estagiários estão em atividade pela Justiça do Trabalho goiana. Desses, 66,2% são mulheres e 33,8% são homens. 

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A importância do estágio
Mulher sorridente de cabelos longos pretos e óculos, usando headset em um escritório. Ela veste blusa branca de bolinhas e tem uma tatuagem de leão no braço.

Quézia Denise Dias, estagiária da 4ª VT de Anápolis

Quézia Denise Dias, 32 anos, está cursando o 8º período do curso de Direito e é estagiária da 4ª Vara do Trabalho de Anápolis. Para ela, o estágio é essencial para a sua formação, contribuindo para seu conhecimento da prática jurídica e fundamental para o mercado de trabalho.

“Eu acho que o estágio nos proporciona conhecimento, experiência e contato com situações reais, preparando-nos para alcançar voos cada vez mais altos. Sou muito feliz e grata pela oportunidade de estagiar no TRT, especialmente na 4º Vara de Anápolis. Tudo o que aprendi aqui representa uma experiência única, que levarei para toda a minha vida profissional”, relata.

Já Samuel Moraes, 22 anos, está finalizando o curso de Jornalismo e estagia na Coordenadoria de Comunicação Social do TRT-GO. Para ele, além da experiência no currículo, essa fase profissional o ajudou a conquistar confiança em si mesmo, descobrindo e valorizando habilidades que ele não sabia que tinha, além de possibilitar networking, o que ele considera muito valioso.

“Uma das minhas maiores inseguranças sempre foi a escrita. Eu achava que não escrevia tão bem quanto deveria, principalmente por estudar Jornalismo. No estágio, isso começou a mudar. As pessoas passaram a elogiar meus textos e isso me fez perceber que algo que antes era uma insegurança também poderia ser uma grande qualidade. A fotografia também foi uma parte importante desse processo, fui aprendendo, na prática, a mexer melhor com a câmera. Com o tempo, comecei a ouvir das pessoas que minhas fotos estavam boas, que eu tinha evoluído, e isso foi muito significativo para mim e trouxe muito mais confiança”, explica Samuel.

Jovem de cabelo cacheado e óculos redondos olhando para o lado em luz natural. Ele veste um suéter listrado em tons de azul e branco.

Samuel Moraes, estagiário da Comunciação Social do TRT-GO

Outro ponto relevante que o estudante ressalta é a possibilidade de estar em ambientes que antes não tinha conhecimento. “Na minha cabeça, o tribunal era um ambiente muito distante, e eu tinha medo de não me sentir confortável. Esse medo também vinha de uma insegurança pessoal. Eu sou do interior de Minas Gerais e tenho uma forma de falar que carrega muito da minha origem”, afirma. O estagiário conta que tinha receio de que fosse julgado por isso ou que esperassem que ele mudasse sua maneira de falar para se encaixar no ambiente. “Mas aconteceu justamente o contrário. Encontrei pessoas que respeitam essas diferenças e que, muitas vezes, até enaltecem aquilo que faz parte da minha identidade”, reflete.

Perguntado sobre um conselho para quem pensa em se tornar estagiário, Samuel afirma que ninguém começa sabendo de tudo e que o estágio existe justamente para aprender. “É muito importante estar aberto para ouvir, perguntar, errar, corrigir e tentar novamente. Também acho importante aproveitar o estágio para se descobrir. Às vezes, a gente entra pensando que tem determinadas habilidades ou que gostaria de seguir determinado caminho e, na prática, descobre outras possibilidades”, diz o futuro jornalista.

Por sua vez, Luana Maria Lacerda, 21 anos, é estudante de Direito do 7º período e estagiária no Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc) de Goiânia. Ela considera o estágio um momento fundamental para formação profissional e crescimento pessoal. “No estágio aprendemos na prática a profissão que escolhemos, as diferentes possibilidades que podemos seguir e, principalmente, aprendemos a ser um profissional humano, empático e que sabe lidar com as adversidades do dia a dia, tanto com os colegas de trabalho como com o público”, destaca.

Mulher de cabelos cacheados e óculos sorrindo em frente ao prédio do Fórum Trabalhista. Ela veste blazer cropped preto e calça jeans.

Luana Maria Lacerda, estagiária do Cejusc Goiânia

Luana afirma que estagiar no TRT-GO é uma experiência enriquecedora e desafiadora. A estagiária afirma que conhecer o funcionamento do tribunal contribui para a formação como estudante e futura profissional do Direito. “O estágio nos possibilita sonhar e aprender que não há limites para onde podemos chegar, de um estudante a um juiz, tudo é possível, e o convívio diário com pessoas e cargos que admiramos nos faz enxergar além das barreiras que a vida nos coloca a cada dia”, ressalta.

Ela orienta que os estudantes comecem no estágio o quanto antes. Apesar das mudanças para conciliar com a faculdade, provas e trabalhos acadêmicos, Luana conta que o estágio auxilia no amadurecimento dos estudantes não apenas como profissionais, mas também como pessoas, pois ensina a lidar com as adversidades, os conflitos e os desafios do exercício da profissão. “O conhecimento que adquirimos segue por toda a vida, podemos aplicá-lo em diferentes situações e o principal: é muito gratificante ser reconhecido pelo seu esforço, pela função que desempenha e olhar para trás e ver o caminho que trilhou e ainda pode chegar, por você mesmo”.

Andressa Bueno e Thaís Mundim / LN

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